" Quem Já Fez? " - Técnicos que já fizeram história!
Flávio Rodrigues Costa.
Data de Nascimento: 14 de setembro de 1906.
Local: Carangola – MG
Foi uma das figuras mais importantes do futebol brasileiro, principalmente, nos anos 40 e 50. Foi modesto jogador do Flamengo. Teve uma carreira curta de sem brilho. Centro médio de poucos recursos técnicos, fazia da força o seu argumento para combater o adversário. De temperamento forte, uma das suas marcas registradas, acabou ganhando o apelido de “Alicate” porque usava as pernas para apertar os adversário em terríveis carrinhos. Mas, foi como treinador que ele ganhou destaque no cenário esportivo. Na sua época era um verdadeiro Rei, um técnico acima do bem e do mal. Logo cedo, atendeu a um pedido da diretoria do Flamengo e ficou como auxiliar do técnico do húngaro Dori Kurschner. Quando assumiu a direção técnica do clube da Gávea, passou a ser um grande líder e um disciplinador ferrenho. Tornou-se um grande estrategista, colocando-se no topo dos treinadores do Brasil ao fim da primeira metade do Século XX. Foi o treinador que mais tempo dirigiu o Flamengo, em várias oportunidades. Foi ele quem aprovou a contratação de Zizinho, depois de colocá-lo em campo com uma missão quase impossível – “Você aí, de Niterói ? Tem 10 minutos para mostrar que pode jogar no Flamengo”. E Zizinho mostrou, entrando no lugar do famoso Leonidas da Silva. Flávio também marcou época no Vasco da Gama, onde por diversas vezes foi campeão. Também trabalhou no exterior onde dirigiu clubes portugueses. Foi técnico da seleção brasileira por mais de uma década. Conquistou o titulo sul americano de 1949, mas acabou marcado por ser o treinador que perdeu a Copa do Mundo de 1950. Trabalhou como técnico até a década de 60, quando decidiu se aposentar, por entender que o futebol já não tinha mais lugar para um homem do seu temperamento, que jamais admitiu que um jogador discutisse uma ordem sua ou praticasse um ato de rebeldia sem ser severamente punido. Teve o célebre desentendimento com Gerson, o canhotinha de ouro, que acabou se transferindo para o Botafogo em 1963, ano em que Flavio conduziu o Flamengo ao titulo de campeão carioca, depois de relegar dois outros grandes ídolos do clube – Dida e Henrique – a suplência, numa de suas muitas decisões polêmicas e corajosas.Depois disso, Flavio ainda trabalhou no Flamengo como supervisor, mais como ele mesmo dizia já não tinha paciência para ser “bábá” de jogadores. Foi campeão pelo Flamengo nos anos de 1942/43/44 e 1963. Campeão pelo Vasco em 1947. 1949. 1950. 1952 e um titulo sul-americano de clube em 1948. Também foi campeão brasileiro pelos cariocas em várias oportunidades. Flávio Costa morreu aos 92 anos, no dia 22 de novembro de 1999. Seus últimos dias foram vividos no Flamengo, como membro ilustre de um grupo de sócios denominados “Boca Maldita”.
Telê Santana da Silva
Data de Nascimento: 26 de junho de 1931 / 21 de abril de 2006
Local: Itabirito – MG
Local: Itabirito – MG
Times de Telê Santana como jogador:
Itabirense Futebol Clube
Fluminense
Guarani
Madureira
Vasco da Gama
Estréia de Telê Santana no futebol profissional:
1951 - Fluminense
Títulos como jogador:
• Campeonato Carioca (1952 e 1959)
• Torneio Rio - São Paulo (1957 e 1960)
Equipes que Telê Santana foi técnico:
• 1969-1970 - Fluminense
• 1970-1976 - Atlético Mineiro
• 1977-1979 - Grêmio
• 1980-1982 - Palmeiras
• 1982 - Seleção Brasileira (Copa de 1982 - Espanha)
• 1983-1985 - Al Ahly da Arábia Saudita
• 1986 - Seleção Brasileira (Copa de 1986 - México)
• 1988-1989 - Flamengo
• 1990-1996 - São Paulo
Títulos de Telê Santana como técnico:
• 1969 - Taça Guanabara e Campeonato Carioca (Fluminense)
• 1970 - Campeonato Mineiro (Atlético Mineiro)
• 1971 - Campeonato Brasileiro (Atlético Mineiro)
• 1977 - Campeonato Gaúcho (Grêmio)
• 1983 - Campeonato da Arábia Saudita e Copa do Golfo (Al Ahly)
• 1984 - Campeonato da Arábia Saudita (Al Ahly)
• 1985 - Copa do Golfo (Al Ahly)
• 1988 - Campeonato Mineiro (Atlético Mineiro)
• 1991 - Campeonato Brasileiro (São Paulo)
• 1991-1992 - Campeonato Paulista (São Paulo)
• 1992-1993 - Copa Libertadores de América e Campeonato Mundial Interclubes (São Paulo)
• 1993 - Supercopa Sul-americana (São Paulo)
• 1993-1994 - Recopa Sul-americana (São Paulo)
• 1994 - Copa Conmebol (São Paulo)
Telê Santana vai deixar muita saudade.
Telê Santana vai deixar muita saudade.
Bicampeão do mundo com o São Paulo e técnico de duas Copas do Mundo, o técnico nasceu na cidade de Itabirito, Minas Gerais em 26 de junho de 1931.Considerado um dos maiores técnicos de toda a história do Brasil, Telê Santana acumulou muitos títulos como jogador e técnico. Curiosamente começou a carreira como goleiro, mas percebeu que a ponta era a sua melhor posição. Na carreira de jogador não chegou a vestir a camisa da seleção brasileira, mas teve passagens memoráveis no Fluminense, Guarani, Madureira e Vasco. Durante a sua carreira Telê teve a concorrência de craques como Julinho Botelho e Garrincha, se jogasse hoje certamente Telê teria sido titular da Seleção Brasileira. O ponta Telê iniciou sua carreira no Itabirense Futebol Clube, sua carreira deslanchou mesmo quando foi transferido para o Fluminense. Telê é o terceiro jogador que mais vestiu a camisa do tricolor carioca. Como jogador do Fluminense marcou 165 gols em 556 jogos, o mais importante foi a conquista do campeonato carioca de 1951 e 1959, Rio - São Paulo de 1957 e Copa Rio - Mundial de Clubes (1952).Por ser franzino e insistente Telê ganhou o apelido de "Fio de Esperança. Jogador habilidoso e leal, Telê se orgulhava de ter ganhado o troféu Belfort Duarte, prêmio concedido aos jogadores de futebol que para atletas que eram exemplos de disciplina.Depois de encerrada a gloriosa carreira de jogador Telê incluiu o sobrenome Santana e virou técnico, justamente no Fluminense em 1967, dirigindo os juvenis do clube. Dois anos depois passou a ser o técnico dos profissionais. Telê foi o primeiro técnico campeão brasileiro com o Atlético Mineiro em 1971.A conquista de vários campeonatos fez de Telê a escolha para o supertime do Brasil para a Copa da Espanha em 1982.Infelizmente havia um inspirado Paolo Rossi no caminho da espetacular seleção canarinho de Zico, Falcão, Júnior e Sócrates na tragédia do Sarriá, a inesperada derrota por 3 a 2 para a Itália no jogo decisivo da segunda fase da Copa da Espanha. Em 1986, novamente técnico e novamente uma derrota com o time favorito, desta vez para a França de Platini nas quarta-de-final. Rigoroso com a disciplina, Telê era chamado de ranzinza e exigente. Em 1986 cortou da seleção Renato Gaúcho e Leandro meses antes da Copa do México. Depois de anos os desafetos fizeram as pazes.Muito questionado e chamado de pé-frio, Telê teve reconhecimento com sete títulos conquistados dirigindo o São Paulo, entre eles o bicampeonato da Libertadores e o bicampeonato do Mundial Interclubes com o São Paulo em 1992 e 1993, derrotando as potências econômicas do Barcelona e Milan.
Em 1996, Telê Santana sofreu uma isquemia cerebral durante exames de rotina que debilitou sua saúde e o afastou dos campos de futebol. A família suspeita que a isquemia ocorreu por erro médico. O São Paulo FC ainda esperou a recuperação do técnico, mas teve de promover o seu assistente e atual técnico Muricy Ramalho. Telê ainda tentou ser diretor-técnico do Palmeira alguns meses depois, mas seu estado de saúde não permitiu.
Telê morreu no mesmo dia que Tiradentes e Tancredo Neves. Telê Santana, um herói do Brasil.
Mário Jorge Lobo Zagallo
Data de Nascimento: 9 de agosto de 1931
Local: Maceió
Clubes (como jogador):
América-RJ (1950), Flamengo (1951 a 1957), Botafogo (1958 a 1965).
Principais Títulos (como jogador):
Copas do Mundo 1958 e 1962
Seleção Brasileira; Carioca 1953/54/55
Flamengo; Carioca 1961/62 – Botafogo.
Carreia de Técnico: Botafogo (Rio de Janeiro-RJ) - 1967/70, 75/78, 85/86; Flamengo (Rio de Janeiro-RJ) - 1972/74, 85 e 2000/e até Nov/2001; Al-Hilal (Arábia Saudita) - 1976/78; Fluminense (Rio de Janeiro-RJ) - 1979/80; Vasco da Gama (Rio de Janeiro-RJ) - 1981, 1990/91; Portuguesa (São Paulo-SP) – 1999.
Principais Títulos na Carreira de Técnico:
América-RJ (1950), Flamengo (1951 a 1957), Botafogo (1958 a 1965).
Principais Títulos (como jogador):
Copas do Mundo 1958 e 1962
Seleção Brasileira; Carioca 1953/54/55
Flamengo; Carioca 1961/62 – Botafogo.
Carreia de Técnico: Botafogo (Rio de Janeiro-RJ) - 1967/70, 75/78, 85/86; Flamengo (Rio de Janeiro-RJ) - 1972/74, 85 e 2000/e até Nov/2001; Al-Hilal (Arábia Saudita) - 1976/78; Fluminense (Rio de Janeiro-RJ) - 1979/80; Vasco da Gama (Rio de Janeiro-RJ) - 1981, 1990/91; Portuguesa (São Paulo-SP) – 1999.
Principais Títulos na Carreira de Técnico:
Copa do Mundo do México 1970,
Mundial 1994 (Coordenador de Futebol),
Copa América 1997
Taça do Brasil 1968,
Copa dos Campeões 2000,
Carioca 1967/68, 1971/72 e 200.
Polêmico, carismático, teimoso, mas acima de tudo, um vencedor. Zagallo é o único homem na face da terra a ter quatro títulos de Copas do Mundo, duas como jogador (1958 e 1962), duas como técnico, em 1970, no México, e outra como coordenador-técnico, em 1994, nos Estados Unidos. Nascido em Maceió, Alagoas, Mário Jorge Lobo Zagallo mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Começou a carreira de jogador no América em 1948. Três anos depois, transferiu-se para o Flamengo, onde começou a ganhar destaque nacional. Zagallo conquistou o bicampeonato estadual em 1961/62. Nesse último ano, aliás, ainda pode comemorar o bicampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Pouco depois de encerrar a carreira de jogador, Zagallo começou a atuar como treinador, nas divisões de base do próprio Botafogo, em 1965. E não tardou para chegar ao comando da equipe profissional. Já em 1967, levou o Botafogo à conquista do título estadual. No ano seguinte, o bicampeonato. No início de 1970, a maior glória como treinador. Com a demissão de João Saldanha a poucos meses da Copa do México, Zagallo assumiu a Seleção. Ele aproveitou a base do antecessor e ajudou a moldar o Brasil tricampeão. Permaneceu na Seleção até o fim da Copa do Mundo de 1974. Nos anos anteriores, chegou a acumular o cargo com o de treinador de clubes do Rio. E, 1971, por exemplo, foi técnico do Fluminense e, no ano seguinte, do Flamengo, ambos campeões estaduais. Na semifinal da Copa de 1974, contra a Holanda, sofreu seu grande revés como treinador. O Carrossel Holandês, atropelou o Brasil e venceu por 2 x 0. Até hoje Zagallo nega ter desdenhado do adversário. Em meados da década de 70, Zagallo seguiu para o Oriente Médio, abrindo um caminho que se tornaria usual para treinadores, ávidos por uma boa remuneração, nos anos seguintes. Dirigiu as seleções do Kuwait, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. À frente deste último conseguiu a proeza de garantir a classificação para a Copa do Mundo de 1990. Porém desentendeu-se com dirigentes antes da Copa e pediu demissão. Em 1991, Zagallo foi chamado pela CBF para ser o Coordenador-técnico do Brasil. Três anos mais tarde, ganharia o quarto título mundial. E, depois do pedido de demissão de Carlos Alberto Parreira, Zagallo foi naturalmente indicado para assumir mais uma vez a Seleção. Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, sofreu a maior decepção de sua vida profissional. Na semifinal contra a Nigéria, o Brasil vencia por 3 x 1 a 12 minutos do fim do jogo. Mas permitiu o empate e foi eliminado na morte súbita com um gol de Kanu. Era o fim do sonho do primeiro ouro olímpico. E a Seleção teve que se contentar com a medalha de bronze. No ano seguinte, Zagallo se recuperou com os títulos da Copa das Confederações e da Copa América. Nessa última conquista, em um momento de desabafo após tantas críticas, soltou uma frase que se tornaria célebre: "Vocês vão ter que me engolir". Na Copa do Mundo de 1998, levou a Seleção ao vice-campeonato. Porém, ficou marcado pelo obscuro episódio que envolveu Ronaldinho antes da decisão. Enquanto viver, Zagallo terá que responder à pergunta: por que decidiu escalar o atacante mesmo tendo sofrido um ataque poucas horas antes da finalíssima? Depois da Copa, Zagallo deixou o comando da Seleção. Três anos depois, provou ainda ter estrela ao ganhar mais títulos carioca pelo Flamengo.
Mundial 1994 (Coordenador de Futebol),
Copa América 1997
Taça do Brasil 1968,
Copa dos Campeões 2000,
Carioca 1967/68, 1971/72 e 200.
Polêmico, carismático, teimoso, mas acima de tudo, um vencedor. Zagallo é o único homem na face da terra a ter quatro títulos de Copas do Mundo, duas como jogador (1958 e 1962), duas como técnico, em 1970, no México, e outra como coordenador-técnico, em 1994, nos Estados Unidos. Nascido em Maceió, Alagoas, Mário Jorge Lobo Zagallo mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Começou a carreira de jogador no América em 1948. Três anos depois, transferiu-se para o Flamengo, onde começou a ganhar destaque nacional. Zagallo conquistou o bicampeonato estadual em 1961/62. Nesse último ano, aliás, ainda pode comemorar o bicampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Pouco depois de encerrar a carreira de jogador, Zagallo começou a atuar como treinador, nas divisões de base do próprio Botafogo, em 1965. E não tardou para chegar ao comando da equipe profissional. Já em 1967, levou o Botafogo à conquista do título estadual. No ano seguinte, o bicampeonato. No início de 1970, a maior glória como treinador. Com a demissão de João Saldanha a poucos meses da Copa do México, Zagallo assumiu a Seleção. Ele aproveitou a base do antecessor e ajudou a moldar o Brasil tricampeão. Permaneceu na Seleção até o fim da Copa do Mundo de 1974. Nos anos anteriores, chegou a acumular o cargo com o de treinador de clubes do Rio. E, 1971, por exemplo, foi técnico do Fluminense e, no ano seguinte, do Flamengo, ambos campeões estaduais. Na semifinal da Copa de 1974, contra a Holanda, sofreu seu grande revés como treinador. O Carrossel Holandês, atropelou o Brasil e venceu por 2 x 0. Até hoje Zagallo nega ter desdenhado do adversário. Em meados da década de 70, Zagallo seguiu para o Oriente Médio, abrindo um caminho que se tornaria usual para treinadores, ávidos por uma boa remuneração, nos anos seguintes. Dirigiu as seleções do Kuwait, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. À frente deste último conseguiu a proeza de garantir a classificação para a Copa do Mundo de 1990. Porém desentendeu-se com dirigentes antes da Copa e pediu demissão. Em 1991, Zagallo foi chamado pela CBF para ser o Coordenador-técnico do Brasil. Três anos mais tarde, ganharia o quarto título mundial. E, depois do pedido de demissão de Carlos Alberto Parreira, Zagallo foi naturalmente indicado para assumir mais uma vez a Seleção. Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, sofreu a maior decepção de sua vida profissional. Na semifinal contra a Nigéria, o Brasil vencia por 3 x 1 a 12 minutos do fim do jogo. Mas permitiu o empate e foi eliminado na morte súbita com um gol de Kanu. Era o fim do sonho do primeiro ouro olímpico. E a Seleção teve que se contentar com a medalha de bronze. No ano seguinte, Zagallo se recuperou com os títulos da Copa das Confederações e da Copa América. Nessa última conquista, em um momento de desabafo após tantas críticas, soltou uma frase que se tornaria célebre: "Vocês vão ter que me engolir". Na Copa do Mundo de 1998, levou a Seleção ao vice-campeonato. Porém, ficou marcado pelo obscuro episódio que envolveu Ronaldinho antes da decisão. Enquanto viver, Zagallo terá que responder à pergunta: por que decidiu escalar o atacante mesmo tendo sofrido um ataque poucas horas antes da finalíssima? Depois da Copa, Zagallo deixou o comando da Seleção. Três anos depois, provou ainda ter estrela ao ganhar mais títulos carioca pelo Flamengo.


