terça-feira, 11 de dezembro de 2007







Atenção!


O Futebol Feminino do Brasil se tornou nos últimos anos, um dos mais importantes do mundo! No entanto, parece não receber o apoio e o incentivo que merece! Temos a melhor jogadora do mundo, fomos medalha de ouro no PAN do Rio, com o Maracanã lotado e com todo o país acompanhando, mas mesmo assim a nossa Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até hoje não incentiva um Campeonato Nacional, obrigando nossas jogadoras a irem para o exterior. Mas o que mais chama atenção é NÃO HAVER NENHUMA NOTÍCIA OU INFORMAÇÃO sobre o nosso Futebol Feminino no SITE OFICIAL DA CBF! => www.cbf.com.br <=

Qual será o motivo?


domingo, 9 de dezembro de 2007

Quem Já Fez. - Os técnicos que fizeram história





Osvaldo Brandão

Osvaldo Brandão nasceu na Taquara RS, 18 de setembro de 1916 e morreu em São Paulo, 29 de agosto de 1989 foi um exímio treinador brasileiro de futebol.


Biografia:

Virou ídolo dos dois maiores rivais paulistas, Palmeiras e Corinthians. Hoje em dia ele já é considerado um dos maiores treinadores de futebol do Brasil em todos os tempos. Ele foi técnico do Palmeiras nos anos de 1945; 1947 e 1948; 1958 a 1960; 1971 a 1975; 1980. Conhecido por seu estilo austero e exigente, profissional ao extremo, escreveu sua história na galeria dos mitos do futebol brasileiro.
Não era necessariamente um estrategista, mas sabia motivar o jogador e extrair dele qualidades fundamentais e com isso ganhou grandes títulos, como o bicampeonato brasileiro com o Palmeiras em 1972/1973 (foi o principal técnico da chamada "Segunda Academia" do Alviverde, comandando com maestria o grande time de Ademir da Guia, Leivinha, Dudu & cia.) e o histórico Campeonato Paulista de 1977 com o Corinthians, encerrando um jejum de 22 anos sem títulos do alvinegro do Parque São Jorge, ciclo iniciado pelo também inesquecível título do IV Centenário em 1954, também ganho por ele.
Também fez sucesso no São Paulo, aonde ganhou o título paulista de 1971, sendo com isso o único técnico a ganhar o campeonato regional por todos os integrantes do trio-de-ferro.
Comandou a Seleção Brasileira pela primeira vez na década de 50, dirigindo a no conturbado Campeonato Sulamericano de 1957. Levou com novidade Garrincha e reconvocou o veterano Zizinho, marcado pela derrota de 1950. Em meados dos anos 70, teve uma nova passagem pela Seleção Brasileira, mas de novo não obteve o êxito esperado. Não suportou as críticas principalmente da imprensa carioca, depois que convocou o lateral Wladimir do Corinthians e o colocou como titular num jogo em que o Brasil empatou em 0x0 com a Colômbia pelas Eliminatórias da Copa de 1978. Foi sucedido por Cláudio Coutinho, então técnico do Flamengo, depois de um mal-explicado pedido de demissão, um ano antes da Copa de 1978. Brandão havia convocado pela primeira vez jogadores como Toninho Cerezo e Falcão, que não foram devidamente aproveitados por Coutinho.
Brandão fazia o estilo "paizão" com seus comandados, gostando de controlar e aconselhar em alguns aspectos de suas vidas particulares. Diz a lenda que já chegou a bater de cinta em alguns jogadores que não obedeciam a suas regras. No Palmeiras teve atritos com o rebelde César Maluco, que em contrapartida contava que Brandão gostava em demasia de um wiske. Em uma de suas últimas atividades, foi comentarista da TV Record, fazendo parte da equipe composta por Silvio Luiz e Flávio Prado. Morreu em São Paulo, em 1989, três anos depois de encerrar a carreira.



Times que atuou como treinador:
Seleção Brasileira
Cruzeiro
Palmeiras
Corinthians
São Paulo
Portuguesa
Santos
Botafogo-SP
Portuguesa Santista
Vila Nova-GO
Independiente
Peñarol


Títulos conquistados por Oswaldo:
Campeão Paulista - Palmeiras - 1959, 1972 e 1974
Campeão do Torneio Rio-São Paulo - Corinthians - 1953
Campeão Paulista - Corinthians - 1947, 1954 e 1977
Campeão Brasileiro - Palmeiras - 1960 (Taça Brasil), 1972 e 1973
Campeão Argentino - Independiente - 1967
Campeão Paulista - São Paulo - 1971
Campeão do Torneio Bicentenário dos EUA - Seleção Brasileira - 1976


Pérolas de Oswaldo Brandão:
Osvaldo Brandão, um dos grandes técnicos do futebol brasileiro sempre foi avesso a entrevistas. Certa feita, um "inteligente" repórter perguntou:

- Seu Osvaldo, como vai jogar o Corinthians?

Brandão respondeu "na lata":

- Ora, com calções, camisas e chuteiras...

Curto e grosso...


Mário Jorge Lobo Zagallo
9 de agosto de 1931, Maceió - AL

Clubes (como jogador):
América-RJ (1950), Flamengo (1951 a 1957), Botafogo (1958 a 1965).

Principais Títulos (como jogador):
Copas do Mundo 1958 e 1962
Seleção Brasileira; Carioca 1953/54/55
Flamengo; Carioca 1961/62 – Botafogo.

Carreia de Técnico:

Botafogo (Rio de Janeiro-RJ) - 1967/70, 75/78, 85/86; Flamengo (Rio de Janeiro-RJ) - 1972/74, 85 e 2000/e até Nov/2001; Al-Hilal (Arábia Saudita) - 1976/78; Fluminense (Rio de Janeiro-RJ) - 1979/80; Vasco da Gama (Rio de Janeiro-RJ) - 1981, 1990/91; Portuguesa (São Paulo-SP) – 1999.

Principais Títulos na Carreira de Técnico: Copa do Mundo do México 1970,
Mundial 1994 (Coordenador de Futebol),
Copa América 1997
Taça do Brasil 1968,
Copa dos Campeões 2000,
Carioca 1967/68, 1971/72 e 200.

Polêmico, carismático, teimoso, mas acima de tudo, um vencedor. Zagallo é o único homem na face da terra a ter quatro títulos de Copas do Mundo, duas como jogador (1958 e 1962), duas como técnico, em 1970, no México, e outra como coordenador-técnico, em 1994, nos Estados Unidos. Nascido em Maceió, Alagoas, Mário Jorge Lobo Zagallo mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Começou a carreira de jogador no América em 1948. Três anos depois, transferiu-se para o Flamengo, onde começou a ganhar destaque nacional. Zagallo conquistou o bicampeonato estadual em 1961/62. Nesse último ano, aliás, ainda pode comemorar o bicampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Pouco depois de encerrar a carreira de jogador, Zagallo começou a atuar como treinador, nas divisões de base do próprio Botafogo, em 1965. E não tardou para chegar ao comando da equipe profissional. Já em 1967, levou o Botafogo à conquista do título estadual. No ano seguinte, o bicampeonato. No início de 1970, a maior glória como treinador. Com a demissão de João Saldanha a poucos meses da Copa do México, Zagallo assumiu a Seleção. Ele aproveitou a base do antecessor e ajudou a moldar o Brasil tricampeão. Permaneceu na Seleção até o fim da Copa do Mundo de 1974. Nos anos anteriores, chegou a acumular o cargo com o de treinador de clubes do Rio. E, 1971, por exemplo, foi técnico do Fluminense e, no ano seguinte, do Flamengo, ambos campeões estaduais. Na semifinal da Copa de 1974, contra a Holanda, sofreu seu grande revés como treinador. O Carrossel Holandês, atropelou o Brasil e venceu por 2 x 0. Até hoje Zagallo nega ter desdenhado do adversário. Em meados da década de 70, Zagallo seguiu para o Oriente Médio, abrindo um caminho que se tornaria usual para treinadores, ávidos por uma boa remuneração, nos anos seguintes. Dirigiu as seleções do Kuwait, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. À frente deste último conseguiu a proeza de garantir a classificação para a Copa do Mundo de 1990. Porém desentendeu-se com dirigentes antes da Copa e pediu demissão. Em 1991, Zagallo foi chamado pela CBF para ser o Coordenador-técnico do Brasil. Três anos mais tarde, ganharia o quarto título mundial. E, depois do pedido de demissão de Carlos Alberto Parreira, Zagallo foi naturalmente indicado para assumir mais uma vez a Seleção. Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, sofreu a maior decepção de sua vida profissional. Na semifinal contra a Nigéria, o Brasil vencia por 3 x 1 a 12 minutos do fim do jogo. Mas permitiu o empate e foi eliminado na morte súbita com um gol de Kanu. Era o fim do sonho do primeiro ouro olímpico. E a Seleção teve que se contentar com a medalha de bronze. No ano seguinte, Zagallo se recuperou com os títulos da Copa das Confederações e da Copa América. Nessa última conquista, em um momento de desabafo após tantas críticas, soltou uma frase que se tornaria célebre: "Vocês vão ter que me engolir". Na Copa do Mundo de 1998, levou a Seleção ao vice-campeonato. Porém, ficou marcado pelo obscuro episódio que envolveu Ronaldinho antes da decisão. Enquanto viver, Zagallo terá que responder à pergunta: por que decidiu escalar o atacante mesmo tendo sofrido um ataque poucas horas antes da finalíssima? Depois da Copa, Zagallo deixou o comando da Seleção. Três anos depois, provou ainda ter estrela ao ganhar mais títulos carioca pelo Flamengo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Quem Faz!

" Quem Faz! " - Técnicos em Destaque!






Muricy Ramalho - Campeão Brasileiro de 2007

Muricy Ramalho foi um ex-jogador de futebol e agora é um grande técnico de futebol, jogou pelo São Paulo na década de 70 ( 177 partidas, marcando 26 gols), jogou também pelo Puebla do México. Terminou sua carreira de jogador por motivo de contusão. Daí iniciou a sua nova fase de vida que é ser treinador. Como treinador, passou por vários clubes e obteve inumeros títulos. Destaques para os seguintes títulos : Copa Conmebol de 1994, Brasileiro de 2006, também teria conquistado o Brasileiro de 2005 se não fosse o episódio de 11 partidas anuladas por denúncias de compra de resultados com ajuda da arbitragem.

- Premios:

· Melhor treinador do Campeonato Brasileiro ( 2005 , 2006 )

- Títulos : como jogador

· Paulista : 75
· Brasileiro : 77
· Mexicano: 83

- Títulos : como Técnico

· Conmebol: 94
· Copa Chinesa : 98
· Pernanbucano: 01 e 02
· Gaucho: 03 e 05
· Paulista : 04
· Brasileiro : 06 e 07









Joel Santana (Terceiro lugar Brasileiro 2007)

Joel santana é um ex jogador, e atualmente é técnico de Futebol. Ele é conhecido nacionalmente por ter sido o único campeão estadual com os quatro grandes clubes cariocas ( Vasco , Flamengo , Botafogo e Fluminense ) .

- Jogador :

Joel teve uma curta carreira de jogador, e que foi iniciada muito tarde, mais precisamente aos 26 anos. Atuou na posição de zagueiro pelo Vasco da Gama e América-RN de Natal.

- Treinador:

Começou sua carreira de técnico no Al Wasl Club, ficando por lá durante 5 anos, Logo depois voltou para o Brasil para treinar o Vasco da Gama. Seu primeiro Título foi conquistado no Vasco da Gama em 1992 ( Campeonato Carioca )

- Títulos:

· Vasco da Gama - João Havelange (00) , Mercosul (00) , Carioca ( 92 e 93)
· Fluminense - Carioca ( 95)
· Botafogo - Carioca (97)
· Bahia - Baiano ( 94 e 99 )
· Flamengo - Carioca ( 96)
· Vitória-BA - Baiano ( 03) , Super campeonato Baiano ( 02)



Vanderlei Luxemburgo (Segundo lugar no Brasileiro 2007)



É um dos treinador reconhecidamente um dos mais vitoriosos técnicos do futebol Brasileiro, tendo sido o único a conquistar cinco vezes o Campeonato Brasileiro;
Apesar de passagens vitoriosas nos times com grandes jogadores montados, teve problemas com a seleção Brasileira, sofrendo ao ser flagrado utilizando documentação falsa e com um processo de sonegação fiscal. Por esta razão, mudou seu nome de Wanderley (artístico) para Vanderlei (original).
Além disso, em 2005, deixou a equipe do Santos para atuar como treinador do Real Madrid com os melhores jogadores do mundo, resultando em uma malograda passagem, tendo sido demitido da Espaha no dia 4 de dezembro de 2005.
Em sua carreira como jogador atuou a maior parte pelo Flamengo, e ainda atuou pelo Botafogo.

-Títulos:

Seleção Brasileira

· Copa América (1): 1999
·
Torneio Pré-Olímpico (1): 2000

Bragantino
· Campeonato Brasileiro Série B (1): 1989
·
Campeonato Paulista (1): 1990

Corinthians
· Campeonato Brasileiro (1) 1998
·
Campeonato Paulista (1): 2001

Cruzeiro
· Campeonato Brasileiro (1): 2003
·
Copa do Brasil (1): 2003
·
Campeonato Mineiro (1): 2003

Flamengo
· Taça Guanabara (1): 1995

Palmeiras
· Campeonato Brasileiro (2): 1993 e 1994
·
Torneio Rio-São Paulo (1): 1993
·
Campeonato Paulista (3): 1993, 1994 e 1996

Rio Branco (ES)
· Campeonato Capixaba (1): 1983

Santos
·
Campeonato Brasileiro (1): 2004
·
Torneio Rio-São Paulo (1): 1997
·
Campeonato Paulista (2): 2006 e 2007

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

" Quem Já Fez? "

" Quem Já Fez? " - Técnicos que já fizeram história!






Flávio Rodrigues Costa.


Data de Nascimento: 14 de setembro de 1906.

Local: Carangola – MG

Foi uma das figuras mais importantes do futebol brasileiro, principalmente, nos anos 40 e 50. Foi modesto jogador do Flamengo. Teve uma carreira curta de sem brilho. Centro médio de poucos recursos técnicos, fazia da força o seu argumento para combater o adversário. De temperamento forte, uma das suas marcas registradas, acabou ganhando o apelido de “Alicate” porque usava as pernas para apertar os adversário em terríveis carrinhos. Mas, foi como treinador que ele ganhou destaque no cenário esportivo. Na sua época era um verdadeiro Rei, um técnico acima do bem e do mal. Logo cedo, atendeu a um pedido da diretoria do Flamengo e ficou como auxiliar do técnico do húngaro Dori Kurschner. Quando assumiu a direção técnica do clube da Gávea, passou a ser um grande líder e um disciplinador ferrenho. Tornou-se um grande estrategista, colocando-se no topo dos treinadores do Brasil ao fim da primeira metade do Século XX. Foi o treinador que mais tempo dirigiu o Flamengo, em várias oportunidades. Foi ele quem aprovou a contratação de Zizinho, depois de colocá-lo em campo com uma missão quase impossível – “Você aí, de Niterói ? Tem 10 minutos para mostrar que pode jogar no Flamengo”. E Zizinho mostrou, entrando no lugar do famoso Leonidas da Silva. Flávio também marcou época no Vasco da Gama, onde por diversas vezes foi campeão. Também trabalhou no exterior onde dirigiu clubes portugueses. Foi técnico da seleção brasileira por mais de uma década. Conquistou o titulo sul americano de 1949, mas acabou marcado por ser o treinador que perdeu a Copa do Mundo de 1950. Trabalhou como técnico até a década de 60, quando decidiu se aposentar, por entender que o futebol já não tinha mais lugar para um homem do seu temperamento, que jamais admitiu que um jogador discutisse uma ordem sua ou praticasse um ato de rebeldia sem ser severamente punido. Teve o célebre desentendimento com Gerson, o canhotinha de ouro, que acabou se transferindo para o Botafogo em 1963, ano em que Flavio conduziu o Flamengo ao titulo de campeão carioca, depois de relegar dois outros grandes ídolos do clube – Dida e Henrique – a suplência, numa de suas muitas decisões polêmicas e corajosas.Depois disso, Flavio ainda trabalhou no Flamengo como supervisor, mais como ele mesmo dizia já não tinha paciência para ser “bábá” de jogadores. Foi campeão pelo Flamengo nos anos de 1942/43/44 e 1963. Campeão pelo Vasco em 1947. 1949. 1950. 1952 e um titulo sul-americano de clube em 1948. Também foi campeão brasileiro pelos cariocas em várias oportunidades. Flávio Costa morreu aos 92 anos, no dia 22 de novembro de 1999. Seus últimos dias foram vividos no Flamengo, como membro ilustre de um grupo de sócios denominados “Boca Maldita”.




Telê Santana da Silva


Data de Nascimento: 26 de junho de 1931 / 21 de abril de 2006
Local: Itabirito – MG



Times de Telê Santana como jogador:


Itabirense Futebol Clube

Fluminense

Guarani

Madureira

Vasco da Gama


Estréia de Telê Santana no futebol profissional:


1951 - Fluminense


Títulos como jogador:


• Campeonato Carioca (1952 e 1959)

• Torneio Rio - São Paulo (1957 e 1960)


Equipes que Telê Santana foi técnico:


• 1969-1970 - Fluminense

• 1970-1976 - Atlético Mineiro

• 1977-1979 - Grêmio

• 1980-1982 - Palmeiras

• 1982 - Seleção Brasileira (Copa de 1982 - Espanha)

• 1983-1985 - Al Ahly da Arábia Saudita

• 1986 - Seleção Brasileira (Copa de 1986 - México)

• 1988-1989 - Flamengo

• 1990-1996 - São Paulo


Títulos de Telê Santana como técnico:


• 1969 - Taça Guanabara e Campeonato Carioca (Fluminense)

• 1970 - Campeonato Mineiro (Atlético Mineiro)

• 1971 - Campeonato Brasileiro (Atlético Mineiro)

• 1977 - Campeonato Gaúcho (Grêmio)

• 1983 - Campeonato da Arábia Saudita e Copa do Golfo (Al Ahly)

• 1984 - Campeonato da Arábia Saudita (Al Ahly)

• 1985 - Copa do Golfo (Al Ahly)

• 1988 - Campeonato Mineiro (Atlético Mineiro)

• 1991 - Campeonato Brasileiro (São Paulo)

• 1991-1992 - Campeonato Paulista (São Paulo)

• 1992-1993 - Copa Libertadores de América e Campeonato Mundial Interclubes (São Paulo)

• 1993 - Supercopa Sul-americana (São Paulo)

• 1993-1994 - Recopa Sul-americana (São Paulo)

• 1994 - Copa Conmebol (São Paulo)


Telê Santana vai deixar muita saudade.


Bicampeão do mundo com o São Paulo e técnico de duas Copas do Mundo, o técnico nasceu na cidade de Itabirito, Minas Gerais em 26 de junho de 1931.Considerado um dos maiores técnicos de toda a história do Brasil, Telê Santana acumulou muitos títulos como jogador e técnico. Curiosamente começou a carreira como goleiro, mas percebeu que a ponta era a sua melhor posição. Na carreira de jogador não chegou a vestir a camisa da seleção brasileira, mas teve passagens memoráveis no Fluminense, Guarani, Madureira e Vasco. Durante a sua carreira Telê teve a concorrência de craques como Julinho Botelho e Garrincha, se jogasse hoje certamente Telê teria sido titular da Seleção Brasileira. O ponta Telê iniciou sua carreira no Itabirense Futebol Clube, sua carreira deslanchou mesmo quando foi transferido para o Fluminense. Telê é o terceiro jogador que mais vestiu a camisa do tricolor carioca. Como jogador do Fluminense marcou 165 gols em 556 jogos, o mais importante foi a conquista do campeonato carioca de 1951 e 1959, Rio - São Paulo de 1957 e Copa Rio - Mundial de Clubes (1952).Por ser franzino e insistente Telê ganhou o apelido de "Fio de Esperança. Jogador habilidoso e leal, Telê se orgulhava de ter ganhado o troféu Belfort Duarte, prêmio concedido aos jogadores de futebol que para atletas que eram exemplos de disciplina.Depois de encerrada a gloriosa carreira de jogador Telê incluiu o sobrenome Santana e virou técnico, justamente no Fluminense em 1967, dirigindo os juvenis do clube. Dois anos depois passou a ser o técnico dos profissionais. Telê foi o primeiro técnico campeão brasileiro com o Atlético Mineiro em 1971.A conquista de vários campeonatos fez de Telê a escolha para o supertime do Brasil para a Copa da Espanha em 1982.Infelizmente havia um inspirado Paolo Rossi no caminho da espetacular seleção canarinho de Zico, Falcão, Júnior e Sócrates na tragédia do Sarriá, a inesperada derrota por 3 a 2 para a Itália no jogo decisivo da segunda fase da Copa da Espanha. Em 1986, novamente técnico e novamente uma derrota com o time favorito, desta vez para a França de Platini nas quarta-de-final. Rigoroso com a disciplina, Telê era chamado de ranzinza e exigente. Em 1986 cortou da seleção Renato Gaúcho e Leandro meses antes da Copa do México. Depois de anos os desafetos fizeram as pazes.Muito questionado e chamado de pé-frio, Telê teve reconhecimento com sete títulos conquistados dirigindo o São Paulo, entre eles o bicampeonato da Libertadores e o bicampeonato do Mundial Interclubes com o São Paulo em 1992 e 1993, derrotando as potências econômicas do Barcelona e Milan.


Em 1996, Telê Santana sofreu uma isquemia cerebral durante exames de rotina que debilitou sua saúde e o afastou dos campos de futebol. A família suspeita que a isquemia ocorreu por erro médico. O São Paulo FC ainda esperou a recuperação do técnico, mas teve de promover o seu assistente e atual técnico Muricy Ramalho. Telê ainda tentou ser diretor-técnico do Palmeira alguns meses depois, mas seu estado de saúde não permitiu.


Telê morreu no mesmo dia que Tiradentes e Tancredo Neves. Telê Santana, um herói do Brasil.




Mário Jorge Lobo Zagallo

Data de Nascimento: 9 de agosto de 1931

Local: Maceió

Clubes (como jogador):
América-RJ (1950), Flamengo (1951 a 1957), Botafogo (1958 a 1965).

Principais Títulos (como jogador):
Copas do Mundo 1958 e 1962
Seleção Brasileira; Carioca 1953/54/55
Flamengo; Carioca 1961/62 – Botafogo.

Carreia de Técnico: Botafogo (Rio de Janeiro-RJ) - 1967/70, 75/78, 85/86; Flamengo (Rio de Janeiro-RJ) - 1972/74, 85 e 2000/e até Nov/2001; Al-Hilal (Arábia Saudita) - 1976/78; Fluminense (Rio de Janeiro-RJ) - 1979/80; Vasco da Gama (Rio de Janeiro-RJ) - 1981, 1990/91; Portuguesa (São Paulo-SP) – 1999.

Principais Títulos na Carreira de Técnico:
Copa do Mundo do México 1970,
Mundial 1994 (Coordenador de Futebol),
Copa América 1997
Taça do Brasil 1968,
Copa dos Campeões 2000,
Carioca 1967/68, 1971/72 e 200.

Polêmico, carismático, teimoso, mas acima de tudo, um vencedor. Zagallo é o único homem na face da terra a ter quatro títulos de Copas do Mundo, duas como jogador (1958 e 1962), duas como técnico, em 1970, no México, e outra como coordenador-técnico, em 1994, nos Estados Unidos. Nascido em Maceió, Alagoas, Mário Jorge Lobo Zagallo mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Começou a carreira de jogador no América em 1948. Três anos depois, transferiu-se para o Flamengo, onde começou a ganhar destaque nacional. Zagallo conquistou o bicampeonato estadual em 1961/62. Nesse último ano, aliás, ainda pode comemorar o bicampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Pouco depois de encerrar a carreira de jogador, Zagallo começou a atuar como treinador, nas divisões de base do próprio Botafogo, em 1965. E não tardou para chegar ao comando da equipe profissional. Já em 1967, levou o Botafogo à conquista do título estadual. No ano seguinte, o bicampeonato. No início de 1970, a maior glória como treinador. Com a demissão de João Saldanha a poucos meses da Copa do México, Zagallo assumiu a Seleção. Ele aproveitou a base do antecessor e ajudou a moldar o Brasil tricampeão. Permaneceu na Seleção até o fim da Copa do Mundo de 1974. Nos anos anteriores, chegou a acumular o cargo com o de treinador de clubes do Rio. E, 1971, por exemplo, foi técnico do Fluminense e, no ano seguinte, do Flamengo, ambos campeões estaduais. Na semifinal da Copa de 1974, contra a Holanda, sofreu seu grande revés como treinador. O Carrossel Holandês, atropelou o Brasil e venceu por 2 x 0. Até hoje Zagallo nega ter desdenhado do adversário. Em meados da década de 70, Zagallo seguiu para o Oriente Médio, abrindo um caminho que se tornaria usual para treinadores, ávidos por uma boa remuneração, nos anos seguintes. Dirigiu as seleções do Kuwait, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. À frente deste último conseguiu a proeza de garantir a classificação para a Copa do Mundo de 1990. Porém desentendeu-se com dirigentes antes da Copa e pediu demissão. Em 1991, Zagallo foi chamado pela CBF para ser o Coordenador-técnico do Brasil. Três anos mais tarde, ganharia o quarto título mundial. E, depois do pedido de demissão de Carlos Alberto Parreira, Zagallo foi naturalmente indicado para assumir mais uma vez a Seleção. Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, sofreu a maior decepção de sua vida profissional. Na semifinal contra a Nigéria, o Brasil vencia por 3 x 1 a 12 minutos do fim do jogo. Mas permitiu o empate e foi eliminado na morte súbita com um gol de Kanu. Era o fim do sonho do primeiro ouro olímpico. E a Seleção teve que se contentar com a medalha de bronze. No ano seguinte, Zagallo se recuperou com os títulos da Copa das Confederações e da Copa América. Nessa última conquista, em um momento de desabafo após tantas críticas, soltou uma frase que se tornaria célebre: "Vocês vão ter que me engolir". Na Copa do Mundo de 1998, levou a Seleção ao vice-campeonato. Porém, ficou marcado pelo obscuro episódio que envolveu Ronaldinho antes da decisão. Enquanto viver, Zagallo terá que responder à pergunta: por que decidiu escalar o atacante mesmo tendo sofrido um ataque poucas horas antes da finalíssima? Depois da Copa, Zagallo deixou o comando da Seleção. Três anos depois, provou ainda ter estrela ao ganhar mais títulos carioca pelo Flamengo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

" Táticas "


Dicas de esquemas táticos que fizeram história!






PIRÂMIDE

Este foi o primeiro esquema tático sério a ser implantado no futebol. Foi criado pelos escoceses no início do século. Constava de 2 zagueiros de área jogando bem recuados. No meio de campo, 3 médios mais defensivos; os laterais pegavam os pontas adversários, enquanto o centro-médio era o verdadeiro pião da equipe, centralizando o jogo. Ele era, geralmente, um jogador de grande habilidade. Os médios direito e esquerdo foram os precursores dos laterais, enquanto do centro-médio se originaria, mais tarde, o volante, que daria o primeiro combate à frente da zaga. No ataque, 2 meias um pouco recuados, 2 pontas bem abertos e o centro-avante artilheiro, o pião da linha de frente. A disposição em 2-3-5 do time em campo lembrava uma pirâmide, daí o nome. A Pirâmide, mesmo após a introdução do WM, continuou a ser largamente usada na Europa (Inglaterra, Itália de 34/38) e na América do Sul (Brasil até Copa de 50, Argentina, Uruguai). Os ataques predominavam sobre as defesas: atacava-se com 6 a 8 atacantes, defendia-se com 2 ou 4 jogadores, marcando por zona.








WM

Sistema de jogo criado pelo técnico inglês Herbert Chapman, do Arsenal, em 1924. Foi introduzido no Brasil por Dori Kreschner (Flamengo, 37) e usado pelo Vasco dos anos 40, entre outros. Na Europa, com exceção dos países centrais (Áustria e Tchecoslováquia, com a belíssima “Escola do Danúbio”) e da Itália (esta manteve a Pirâmide), passou-se a empregar largamente o WM inglês. Na zaga aparecia mais um jogador pelo meio, o centro-médio recuado (seria o futuro “zagueiro-central”). No meio-campo, 4 jogadores, sendo 2 médios e 2 meias recuados, formando o famoso “quadrado-mágico”, ponto focal da equipe. Estes 4 jogadores ajudavam na defesa e serviam o ataque. A linha de frente era formada por 2 pontas e pelo centro-avante artilheiro. Este esquema usava a marcação individual, em oposição à marcação por zona da Pirâmide.



DIAGONAL
Foi o esquema tático do Brasil na Copa de 50. O técnico do Vasco e da seleção brasileira, Flávio Costa, começou a experimentar no time vascaíno algumas novas concepções de jogo. Partindo do WM, Flávio teve a idéia de fazer uma rotação de 45o no quadrado-mágico de meio de campo. Com isso, criou um losango compacto, em que o vértice avançado era ocupado pelo centro-avante (Ademir) e o vértice recuado pelo homem de criação e iniciador das jogadas ofensivas a partir do meio-campo (Bauer). Os 2 vértices laterais foram preenchidos pelos meias (Zizinho e Jair), presentes na armação do ataque. Some-se 2 extremas velozes e tínhamos aí formado um time muito agressivo. Mais atrás na defesa, 2 jogadores abertos pelas laterais (Augusto e Bigode). Seriam algo parecido com os laterais de hoje, porém mais defensores que armadores. Na última linha, 2 zagueiros de área, com um deles (Juvenal) jogando quase sempre na sobra.















quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Tá ai o que vocês queriam!

Bem amigos do Fala Técnico!
Está pronto, está no ar, está em campo o seu blog semanal sobre os diversos assuntos que envolvem esses admiráveis personagens do futebol: Os Técnicos.

Sem mais delongas, antes de avançar em nossas notícias, gostaria de postar algumas Homenagens aqui.

Primeiramente nossos agradecimentos ao Professor Luiz Carlos Rotberg, da FACHA, que nos passou esse ''trabalho'' e nos incentivou desde o começo.

Agradecer também ao técnico Claudio Garcia, que serviu como inspiração para o início de nossa caminhada.

E finalizando, nossos sinceros agradecimentos ao Thiago Gomes, nosso amigo de turma (entre outros), que foi de extrema importância no desenvolvimento visual do Blog.

Apita o centro de campo, daqui pra frente é só emoção!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Entrevista com Jorge Luiz Barcellos

Destaque da Semana: Jorge Luiz Barcellos

Jorge Luiz Barcellos começou como auxiliar técnico de Luiz Antônio na seleção feminina em 2005. Depois, ele foi técnico da Seleção sub-20, que ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo da Rússia em agosto do ano passado. Em setembro de 2006, assumiu a seleção principal. Ele já foi ouro no Pan do Rio de Janeiro e vice-campeão do Sul-americano.

Entrevista com Jorge Luiz Barcellos, técnico da Seleção Feminina de Futebol.

Complica muito o trabalho do treinador enfrentar adversários muito pouco conhecidos?
Jorge Barcellos: Sim, muito. É um complicador do futebol feminino. Os jogos das grandes seleções não passam na TV como acontece entre os homens. Temos poucas informações das outras seleções. Precisamos pegar informações com amigos de outras comissões técnicas e com as próprias jogadoras. A Nova Zelândia por exemplo, eu não sei como joga. Vamos precisar de uns dez minutos para ver como elas se comportam em campo. Já a China, não vi nenhum jogo recente delas. Mas conheço as jogadoras, o que ajuda. O maior problema é a estréia mesmo. Depois você tem, pelo menos, a fita dos jogos das seleções na própria Copa do Mundo.

Já que os jogos não passam na TV, você não viaja para assistir a amistosos ou competições das principais adversárias do Brasil?
JB: No futebol feminino a gente não viaja para acompanhar os jogos. No futuro talvez isso mude.

"Com as meninas você precisa ser muito mais psicólogo, tem que estar mais próximo. A mulher sente mais. E ainda tem a TPM... ”

A torcida brasileira está com uma expectativa muito grande em cima da seleção por causa da campanha no Pan-Americano. O que se pode esperar desta equipe na Copa do Mundo?
JB:
O Pan não serve muito como referência para uma Copa do Mundo. Fizemos uma ótima campanha no Pan, foi algo muito importante para a gente pela repercussão que deu para o futebol feminino. Mas um Mundial é muito diferente. As jogadoras estão mais bem preparadas, as seleções são mais tradicionais. Por isso, o Pan não é um parâmetro. A China, por exemplo, se prepara há anos para esta Copa do Mundo em casa. Os Estados Unidos mandaram uma equipe universitária para o Pan para treinar o time principal.

Mas a medalha de ouro no Pan, da forma como foi conquistada, deu mais confiança para a seleção, não?
JB:
A seleção tornou o Pan uma competição fácil. Para isso foi fundamental ter atitude nos jogos. O grupo queria a medalha e estava muito unido. É um exemplo importante que trazemos para a Copa do Mundo. Além disso, o Canadá estava com a equipe principal. A mesma que disputa o Mundial (O Brasil venceu por 7 a 0, com cinco gols de Marta). Mas, apesar do placar, foi um jogo difícil. A partida estava equilibrada, elas colocaram uma bola na trave do Brasil quando estava 0 a 0. O placar elástico só veio no segundo tempo, quando elas começaram a marcar por linha. E jogar assim contra a Marta é mortal.

A seleção brasileira tem um time muito experiente. É a equipe que mais tem jogadoras que disputaram o último mundial (15 no total). Isso ajuda?
JB: Elas se conhecem há bastante tempo. Isso é bom. São amigas, sabem o posicionamento em campo. E em uma Copa do Mundo ajuda muito ter essa experiência. Participar de partidas nervosas assim e jogar em estádios cheios faz a camisa ficar mais pesada. A experiência diminui este impacto.

"A Marta é uma jogadora sensacional. É uma pessoa ótima também. E de grupo. Não age como estrela. No campo, ela também assume a responsabilidade. Será importante para ajudar a desenvolver o futebol feminino no Brasil. O esporte precisa de ídolos, e ela está se tornando um."

Qual é a principal diferença de treinar uma equipe masculina para uma feminina?
JB: Na feminina, você precisa trabalhar muito a formação da atleta. Mesmo na seleção. No masculino, o jogador chega mais formado, dominando todos os fundamentos. As meninas, não. As formas de trabalho são as mesmas. O que muda é a intensidade. Além disso, com as meninas você precisa ser muito mais psicólogo, tem que estar mais próximo. A mulher sente mais. E ainda tem a TPM (tensão pré-menstrual)... (risos)

A renovação no futebol feminino é mais complicada também, certo?
JB:
Nem fala. Se uma jogadora se machuca antes de uma competição importante como uma Copa do Mundo eu nem sei o que faço. É mais difícil encontrar outra para substituir. O leque de opções é pequeno. Há poucos clubes no Brasil. Se surgisse um campeonato organizado no Brasil, esta situação melhoraria.

Como é lidar com a Marta? A responsabilidade em cima dela é muito grande, e ela tem apenas 23 anos.
JB: A Marta é uma jogadora sensacional. É uma pessoa ótima também. E de grupo. Não age como estrela. No campo, ela também assume a responsabilidade. Será importante para ajudar a desenvolver o futebol feminino no Brasil. O esporte precisa de ídolos, e ela está se tornando um. As pessoas estão começando a descobrir o futebol feminino. E vendo que ele pode ser alegre, competitivo, pode ser bonito. É como o futebol masculino de antigamente. A Marta é diferenciada e imprescindível para qualquer time e seleção do mundo. Ela é um fenômeno.

Qual foi a sensação da vitória no Pan do Rio? E O que poderia ser feito para melhorar as condições do futebel feminino no Brasil?

JB: A sensação foi maravilhosa, fiquei muito emocionado com o apoio do povo e com certeza será algo que nunca esquecerei em minha vida. Entretanto, vários fatores podem melhorar como a necessidade de o Brasil realizar um campeonato profissional de futebol feminino, que não ocorre desde 2001, o que obriga suas melhores jogadoras a irem buscar equipes para jogar no exterior.

Fonte: Globo Esporte (22/10/2007)