sexta-feira, 30 de novembro de 2007

" Táticas "


Dicas de esquemas táticos que fizeram história!






PIRÂMIDE

Este foi o primeiro esquema tático sério a ser implantado no futebol. Foi criado pelos escoceses no início do século. Constava de 2 zagueiros de área jogando bem recuados. No meio de campo, 3 médios mais defensivos; os laterais pegavam os pontas adversários, enquanto o centro-médio era o verdadeiro pião da equipe, centralizando o jogo. Ele era, geralmente, um jogador de grande habilidade. Os médios direito e esquerdo foram os precursores dos laterais, enquanto do centro-médio se originaria, mais tarde, o volante, que daria o primeiro combate à frente da zaga. No ataque, 2 meias um pouco recuados, 2 pontas bem abertos e o centro-avante artilheiro, o pião da linha de frente. A disposição em 2-3-5 do time em campo lembrava uma pirâmide, daí o nome. A Pirâmide, mesmo após a introdução do WM, continuou a ser largamente usada na Europa (Inglaterra, Itália de 34/38) e na América do Sul (Brasil até Copa de 50, Argentina, Uruguai). Os ataques predominavam sobre as defesas: atacava-se com 6 a 8 atacantes, defendia-se com 2 ou 4 jogadores, marcando por zona.








WM

Sistema de jogo criado pelo técnico inglês Herbert Chapman, do Arsenal, em 1924. Foi introduzido no Brasil por Dori Kreschner (Flamengo, 37) e usado pelo Vasco dos anos 40, entre outros. Na Europa, com exceção dos países centrais (Áustria e Tchecoslováquia, com a belíssima “Escola do Danúbio”) e da Itália (esta manteve a Pirâmide), passou-se a empregar largamente o WM inglês. Na zaga aparecia mais um jogador pelo meio, o centro-médio recuado (seria o futuro “zagueiro-central”). No meio-campo, 4 jogadores, sendo 2 médios e 2 meias recuados, formando o famoso “quadrado-mágico”, ponto focal da equipe. Estes 4 jogadores ajudavam na defesa e serviam o ataque. A linha de frente era formada por 2 pontas e pelo centro-avante artilheiro. Este esquema usava a marcação individual, em oposição à marcação por zona da Pirâmide.



DIAGONAL
Foi o esquema tático do Brasil na Copa de 50. O técnico do Vasco e da seleção brasileira, Flávio Costa, começou a experimentar no time vascaíno algumas novas concepções de jogo. Partindo do WM, Flávio teve a idéia de fazer uma rotação de 45o no quadrado-mágico de meio de campo. Com isso, criou um losango compacto, em que o vértice avançado era ocupado pelo centro-avante (Ademir) e o vértice recuado pelo homem de criação e iniciador das jogadas ofensivas a partir do meio-campo (Bauer). Os 2 vértices laterais foram preenchidos pelos meias (Zizinho e Jair), presentes na armação do ataque. Some-se 2 extremas velozes e tínhamos aí formado um time muito agressivo. Mais atrás na defesa, 2 jogadores abertos pelas laterais (Augusto e Bigode). Seriam algo parecido com os laterais de hoje, porém mais defensores que armadores. Na última linha, 2 zagueiros de área, com um deles (Juvenal) jogando quase sempre na sobra.